Saturday, July 02, 2005

Moinho de Maré II









Moinho de Maré II

quem te vê, vê na Cotovia
no Convento da Madre de Deus
da Verderana, no parque
ribeirinho do Seixal
nas barragens do funcho
e da bravura

O teu olhar é como a pedra solta
da muralha no moinho de maré
do cais das Falnas em seis
rodízios.

quem te vê, vê na Igreja de
Santa Maria do Castelo.

és o orago, no lago e
nas palmeiras procurando
o minimo avanço possível
da água até à estátua de Kudu.

nos espaços perdidos da Gambia
e do Farilhão, aldeias de Madeira
nas Praias do Sado ou no Parque
vermelho de Albarquel.

comeremos amor, um queijo
de casca fina e macia
cor amarela -palha de pasta mole
amanteigado no teu corpo
de amarelo - ráfia.

Como as nuvens no céu
o amor já lá estava
naquele jardim de rosas
até na entoação da frase

"as clareiras onde queimam
as árvores"

peço aos homens comuns da terra
um mandato do céu.

José Gil
Alcochete

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