Thursday, July 28, 2005

Ode




À Maria, à Sónia, à Cissa, à Aminar,à Rita, à Eliane, à Lynn

o orvalho é o frio da ode pela manhã
nos sinais do desejo e uma aparição doce
onde o mel do fogo se dissolve no açúcar
dos teus mamilos redondos em grandes
momentos de uma madrugada em beleza
nos morangos de um diário vermelho e vão
do coração de Monsanto para melros e mochos
para uma escrita leve na musicalidade
do rio que toca o céu extremo .Teu corpo
invento nas metamorfoses onde perde
os seus limites vegetais até à fronteira do belo.

o orvalho é lento do rio da ode da manhã
habita contigo o luar e de azul vestida
e descalça no lugar da estrela d'alva
onde beijo o teu vestido esvoaçante
o teu colo acende-se como uma guitarra
para os meus dedos longos acariciando
a tua águia de asas redondas.

o orvalho é o pensamento sem romã
faltam-me os grifos e as gralhas
do acto natural do ritmo do mar
nas tuas pernas a ferver onde
se move a curva oposta no fim
da onda ,quero espraiar-me como
numa intuição grega no recurvo
das ondas em direcção ao infinito
o prazer é inatingível na experiência
mística no espaço do fruto marítimo.

o orvalho é a boca que abre-se nos teus lábios
para ter o lugar do espumante da alma para
regressar forte ao colo das tuas pétalas
sem perder um texugo selvagem.

José Gil
Barcarena - 19-07-05

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