Viagens IX
A MENINA DO CARROCEL
A Wensceslau de Morais (1854-1929)
danço azul a vida desde cedo com Atena
a menina do carrossel frente a Poseidon
o que vem nas ondas dos oceanos estáticos
como os corvos das bandeiras de Lisboa
os cronos das ilhas gregas a Nairobi
sempre quente pela noite adentro com
a minha iguana onde se canta com os filhos
o outro luar no mar - azul - turquesa junto
à aridez das ruínas. Remo no Rio Hozu
nas errâncias de Nagasáqui ao Teatro Díonisio
Brilhantina nem acredita e continua a viagem
do fascínio de Santa Arusi e Santa Atchan
da Torre dos Ventos ao Culto do Chá,
a taciturna da carcaça e da oração no Mosteiro
de Panaya Turliana na lógica perversa do
perfume de um café e do fumo de um Antaño
como Camilo Pessanha e os seus truímos
divinos em pedras frescas de amor.
José Gil
Em viagem
A Wensceslau de Morais (1854-1929)
danço azul a vida desde cedo com Atena
a menina do carrossel frente a Poseidon
o que vem nas ondas dos oceanos estáticos
como os corvos das bandeiras de Lisboa
os cronos das ilhas gregas a Nairobi
sempre quente pela noite adentro com
a minha iguana onde se canta com os filhos
o outro luar no mar - azul - turquesa junto
à aridez das ruínas. Remo no Rio Hozu
nas errâncias de Nagasáqui ao Teatro Díonisio
Brilhantina nem acredita e continua a viagem
do fascínio de Santa Arusi e Santa Atchan
da Torre dos Ventos ao Culto do Chá,
a taciturna da carcaça e da oração no Mosteiro
de Panaya Turliana na lógica perversa do
perfume de um café e do fumo de um Antaño
como Camilo Pessanha e os seus truímos
divinos em pedras frescas de amor.
José Gil
Em viagem

1 Comments:
adoro a poesia portuguesa de influência oriental e sobretudo a poesia de Camilo Pessanha e Wenslau de Morais
marina ramos
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