poema de domingo
POEMA DE DOMINGO
Ao Félix
o café desce com vergonha, a rua
negra e o alcatrão de açúcar
pigmentos do mesmo tipo
que a textura de domingo
passa a varina de verão
traz os peixes solares
água, prata, algodão
toda a páscoa a ressurreição
saem da cave metamorfoses
dos lugares onde a fruta
se encontra novamente
com a terra num elefante
que ninguém quer decifrar
todo o céu te espera
todo o mar farta o fim
todos somos o abraço que falta
todo o ar se abre na água
José Gil / Constantino Alves
Ao Félix
o café desce com vergonha, a rua
negra e o alcatrão de açúcar
pigmentos do mesmo tipo
que a textura de domingo
passa a varina de verão
traz os peixes solares
água, prata, algodão
toda a páscoa a ressurreição
saem da cave metamorfoses
dos lugares onde a fruta
se encontra novamente
com a terra num elefante
que ninguém quer decifrar
todo o céu te espera
todo o mar farta o fim
todos somos o abraço que falta
todo o ar se abre na água
José Gil / Constantino Alves

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